“No mundo dos negócios, assim como no esporte, alcançar o sucesso significa dominar o simples” – Usain Bolt

Por vezes, nos deparamos com a busca de fórmulas sofisticadas para atingir metas. Isso mostra-se ser um equívoco de alto custo, pois muitos profissionais, que seriam capazes de feitos incríveis, não imaginam sequer tentá-los. Muitas pessoas acham que não têm a capacidade de dominar o conhecimento necessário para tal.

No cotidiano profissional, somos expostos a tarefas, sejam elas nos níveis estratégico, tático ou operacional. Em qualquer dos níveis, somos desafiados a realizações como entregue o seu melhor, faça com capricho e pense em como o cliente irá perceber valor na entrega. Diga-se cliente tanto o externo como o interno, que compõe cadeia de valor do negócio.

Quanto tempo perdemos no dia-a-dia, quando precisamos realizar retrabalhos naquilo que recebemos, seja em informações incompletas com imperfeições, que nos levam a fazer um pré-processamento antes de realizar a atividade demandada?

Aí surge um alerta: cuidado com o auto-boicote!

Aquele problema complexo, um pouco mais trabalhoso, ou que exija uma atitude desconfortável, não deve ser engavetado e nem procrastinado. Por vezes, acabamos nos concentrando naquilo que está na nossa zona de conforto, pois temos o domínio das habilidades necessárias para a sua solução. Assim, o famoso “pepino” vai ficando para depois. Os problemas não devem ser escondidos embaixo do tapete, deixe-o em seu caminho, ou seja, no seu radar.

Para que algo seja resolvido e em tempo hábil, precisa ser visto e a melhor forma de resolver é dedicar atenção a aquilo que desejamos solucionar.

Uma dica: atenção aos detalhes!

Os detalhes estão, principalmente, no relacionamento com o cliente, que percebe o valor do trabalho pelo contexto geral e não somente pela qualidade da entrega. Vou citar um exemplo que presenciei, ao chegar a um restaurante conceituado, sendo bem recepcionados em um salão bem organizado, recebe-se o cardápio engordurado, grudando nas mãos, o grupo levanta-se, agradece e vai embora sem dizer o porquê. Podemos fazer o exercício de pensar como o gerente do restaurante, que se pergunta onde está o problema? Pensando estar tudo perfeito, limpo e organizado, mas alguns clientes sequer provam seus pratos e deixam o salão, nesta situação que faltou atenção com um detalhe.

Outra dica: simplicidade

O domínio do simples e a compreensão do seu poder é talvez um dos maiores segredos do sucesso. Desejar o sofisticado e pensar que somente ao atingi-lo se terá a ferramenta necessária, é apenas uma fonte de insegurança e perda de tempo. Sendo que, para aqueles que insistem em buscá-lo, há a frase de Da Vinci segundo a qual “o simples é o auge da sofisticação”.

Para elucidar a importância da simplicidade e, também, da criatividade, lembro-me do ocorrido num projeto de melhoria de leiatute industrial. Na construção da solução, passei por uma dificuldade para conectar uma esteira de movimentação de materiais entre dois pavilhões, com um desnível de 80 centímetros. A aplicação de um elevador hidráulico sanou a dificuldade da elevação de carga. Sendo que a solução apresentada pelo fornecedor para o sistema de segurança foi um complexo sistema eletrônico, com redundância de sensores e travamentos, com os objetivos de evitar a queda da carga e acidentes ao operador. Neste momento, o pensamento simples entrou. Criamos uma trava pendular, um dispositivo semelhante a uma gangorra com um dos lados maior que o outro, que se posiciona nas extremidades do elevador, travando e liberando o movimento de carga, conforme a posição do elevador. Este sistema, ofereceu mais robustez ao sistema e a eliminação da parte eletrônica. A solução simples está funcionando sem falhas, ou manutenções há 22 anos.

Façamos o simples, mas façamos bem, com maestria.

O sucesso estará alguns passos adiante!

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